
Portas Abertas é um ministério internacional com características próprias dirigido à Igreja Perseguida, com mais de trezentas organizações associadas no mundo todo desenvolvendo projetos significativos nas linhas de frente em cerca de 50 nações. Desde 1955, o Portas Abertas realiza programas completos e de grande influência em muitos dos países onde os cristãos sofrem por sua fé em Jesus Cristo.
Em pleno fim de século XX, houve verdadeiros massacres em nome da fé na Indonésia e Nigéria. Mas há muitos outros contextos em que milhares de pessoas têm seus direitos violados e são impedidas, totalmente ou em parte, de praticar sua escolha religiosa com liberdade.
Alguns são perseguidos, torturados e mortos. Outros vivem em constante pressão do governo, da sociedade, da família. São pessoas obrigadas a superar seus limites para continuarem vivas, para trabalhar ou ter acesso à escola, para realizar seus cultos sem impedimentos, exercer sua fé sem preocupar-se com a polícia.
Entre os que servem a Igreja Perseguida é comum a dificuldade de apurar o escopo e a extensão da perseguição. Um ponto que cria dúvidas é o total de perseguidos. Internacionalmente, há alguns anos, adotou-se o número de 200 milhões como estimativa do total de cristãos que vivem sob algum nível de hostilidade por sua confissão de fé. A Missão Portas Abertas é um dos ministérios que utilizavam esse número.
Neste início de 2009, após revisar seu procedimento de pesquisa, a Missão optou por um número que acredita representar com mais precisão a quantidade de cristãos perseguidos no mundo. A estimativa é de que o número real esteja situado entre 80 e 120 milhões de irmãos.
Isto não significa no entanto que a perseguição tenha diminuído. Trata-se apenas de uma mudança nos critérios de avaliação de potenciais beneficiários deste ministério. Finalmente, independente dos números, Deus é o único que conhece a real situação de nossos irmãos e é nele, não nos números, que sempre buscaremos inspiração e direção para continuar servindo os cristãos perseguidos.
Algumas estatísticas básicas sobre religião no mundo segundo a Missão Portas Abertas:
De cada 100 pessoas:
. 19 são muçulmanos (o islamismo é a religião que cresce mais rápido);
. 18 não têm religião ou são ateus;
. 17 são católicos;
. 17 são cristãos não-católicos (ortodoxos, anglicanos, protestantes, evangélicos, pentecostais);
. 14 são hindus;
. 6 são budistas.
Perseguição contra cristãos
. 1 em cada 3 cristãos sofre perseguição;
. 1 em cada 10 pessoas é um cristão perseguido.
A Classificação de Países por Gravidade de Perseguição
A Classificação de países por gravidade de perseguição é feita pela Missão Portas Abertas a partir de um questionário de 50 perguntas desenvolvido especificamente para cobrir os diversos aspectos da liberdade no âmbito da prática de religião. Uma pontuação é dada de acordo com a resposta de cada questão. O número total de pontos de cada país determina sua posição na classificação.
Neste ano, o número 1 na Classificação de países por perseguição não é estranho para nós: a Coréia do Norte tem liderado a lista agora por sete anos consecutivos. Não há nenhum outro país no mundo onde os cristãos sejam perseguidos de uma maneira tão horrível e tão cruel. O reino Wahhabi da Arábia Saudita mantém seu sólido seu segundo lugar, tendo o mesmo número de pontos de outro país também dirigido pela lei sharia: Irã. O islamismo é também a religião oficial do Afeganistão, Somália e Maldivas.
O Afeganistão subiu de sétimo para quarto lugar. O país se moveu na lista devido ao aumento da pressão feita pela atuação do talibã em 2008, a situação do país está tensa. Em sétimo lugar encontra-se o Iêmen, cuja posição mudou de sexto para sétimo lugar, mas em 2008 não houve nenhuma grande mudança em relação à falta de liberdade que os cristãos enfrentam. Não houve nenhuma grande mudança na situação da liberdade religiosa no Laos, o país ainda é o número oito da lista. Dois novos países entraram no Top 10: Somália e Eritréia. No caso da Eritréia, o número total de pontos não teve alteração em comparação ao ano passado, mas outros países saíram do Top 10 e fizeram com que ela subisse. No entanto, a situação deplorável dos cristãos deste país justifica muito sua posição entre os dez mais perseguidos. Na Somália, o número de incidentes contra cristãos aumentou substancialmente em 2008, explicando assim seu aumento de décimo segundo para quinto lugar. Para China e Butão, países que saíram do Top 10, será dada uma explicação na seção “Mudanças para melhor”.
O islamismo é a religião predominante em sete dos dez primeiros países: Arábia Saudita, Irã, Afeganistão, Somália, Maldivas, Iêmen e Uzbequistão. Dois países possuem governos comunistas: Coréia do Norte e Laos. Eritréia é o único país ditatorial entre os dez piores países da lista.
Mudanças para Pior
A posição na lista em relação à liberdade religiosa dos cristãos piorou em 2008 nos seguintes países:
Arábia Saudita, Irã, Afeganistão, Somália, Paquistão, Iraque, Mauritânia, Argélia, Índia, norte da Nigéria, Indonésia, Bangladesh e Cazaquistão.
Na Arábia Saudita, em 2008, não houve praticamente nenhuma mudança em relação à falta de liberdade dos cristãos. Nós recebemos mais informações de incidentes contra cristãos, o que levou a um aumento de pontos: entre outros relatos, houve um caso de assassinato de um convertido por motivo de honra familiar.Surgiram mais notícias de cristãos presos por causa de envolvimento com atividades religiosas do que nos anteriores. Como resultado de alguns eventos marcantes para os cristãos em 2008, a pontuação total do Irã aumentou.
Um grande número de ataques a igrejas domésticas aconteceu e muitos cristãos foram presos, marcando 2008 como um dos anos mais difíceis em relação à perseguição de cristãos desde a Revolução Islâmica em 1979. Um casal cristão morreu após ser interrogado por oficiais do governo, devido às feridas e a pressão feita enquanto estavam presos.
No Afeganistão, a pressão feita pelo movimento talibã aumentou em 2008 e a situação no país é tensa. Uma cristã ocidental que trabalhava com ajuda humanitária foi assassinada em Cabul, porque, de acordo com o talibã, ela estava divulgando o cristianismo no Afeganistão o que é proibido pela lei do país. O seqüestro de trabalhadores de ajuda humanitária aumentou muito. Entretanto, a maior pressão contra os cristãos locais vem de suas próprias famílias e rede de relacionamentos.
Em 2008, ocorreu uma piora considerável da situação da Somália e os insurgentes muçulmanos aumentaram sua influência. De acordo com a pesquisa, a luta entre as milícias islâmicas somalis e as forças etíopes levou a um aumento na hostilidade contra os cristãos dos diversos lugares devastados por essa guerra entre os países do Leste Africano. Recebemos um total de dez notícias de cristãos que foram assassinados por sua fé em 2008 e diversos relatos de cristãos seqüestrados ou jovens estupradas.
A pressão contra a minoria cristã no Paquistão continua sem trégua. Porém, nós recebemos dados mais concretos sobre a perseguição e aprendemos sobre as crescentes dificuldades para se construir uma igreja ali. Essas são as principais causas do aumento da pontuação em relação à falta de liberdade religiosa no Paquistão. Após um curto período de paz no Iraque no fim de 2007, a minoria cristã iraquiana enfrentou um ano violento em 2008. Igrejas foram atacadas ou destruídas por bombas, cristãos receberam ameaças de morte e foram assassinados, ofendidos e/ou seqüestrados.
Assim como no ano anterior, o número total de pontos da Mauritânia aumentou consideravelmente em 2008. Recebemos mais informação desse país em 2008, o que indica que a situação não melhorou para os cristãos, mas é ainda pior do que esperávamos. Houve alguns poucos incidentes alarmantes durante o ano. A mídia do país está divulgando o cristianismo como um movimento mal-intencionado que precisa ser combatido. Foi também relatado que muçulmanos têm ameaçado cristãos de morte.
Em 2008, muitas igrejas na Argélia receberam a ordem de fechar as portas. Pelo menos dez cristãos foram interrogados e diversos outros receberam sentenças de prisão temporária e multas. É dessa maneira que as autoridades tentam pressionar os cristãos a voltarem ao islamismo. Líderes cristãos acreditam que o aumento da perseguição ocorreu devido ao fato do presidente Bouteflika trabalhar mais com muçulmanos, já que deseja ser reeleito pela terceira vez, assim como pelo crescimento numérico dos cristãos.
O número de incidentes relacionados a prisões, violência física, seqüestros e ataques contra igrejas ficou alto por toda a Índia. Inicialmente, acreditávamos que as tendências de 2007 em relação a perseguição religiosa na Índia permaneceriam as mesmas, mas o último semestre de 2008 foi um dos piores períodos de violência contra os cristãos já registrados no país.
A tensão entre hindus, siques, muçulmanos e cristãos é alta. Há muitos relatos de ataques a igrejas, raptos, detenção e intimidação feitos por extremistas hindus. Essas ações são particularmente dirigidas aos líderes das igrejas. Oito Estados têm leis anticonversão, que impedem a conversão de hindus ao cristianismo. Mesmo assim, muitos dalits pobres têm se convertido. Os dalits formam a casta mais baixa da sociedade hindu. Eles são conhecidos comumente como "intocáveis", pois sua posição os torna indignos de serem tocados por outras pessoas de castas mais altas.
Empregos e empréstimos governamentais são negados àqueles que se convertem ao cristianismo, e o monitoramento dos cristãos tem aumentado. No entanto, alguns casos recentes de perseguição tornaram-se públicos e resultaram em uma atenção maior do governo em proteger os direitos e liberdades dos cristãos.
Grande parte da perseguição é realizada por alas radicais de hindus e muçulmanos, as quais têm oprimido, atacado e até assassinado cristãos. Em agosto de 2008, o assassinato de um líder hindu no Estado de Orissa e a falsa acusação de que cristãos teriam cometido o delito levaram a um massacre jamais visto.
Cristãos em Orissa e, mais tarde, em Estados vizinhos foram alvos de incêndios criminosos, assaltos, agressões físicas e até assassinatos. Dezoito mil ficaram feridos e 50 mil pessoas fugiram de suas casas, abrigando-se em campos de refugiados do governo. Muitos ainda têm medo de voltar para suas vilas de origem e serem forçados a se converter ao hinduísmo. Cerca de 60 cristãos foram mortos e muitos dos que fugiram ainda estão desaparecidos. Um total de 4.500 casas e 151 igrejas foram destruídas. O governo falhou em prender os criminosos e isso fez com que a violência atingisse as próprias autoridades. Um policial e um militar foram mortos ao tentar defender os cristãos de mais ataques. Em alguns lugares, a situação não foi normalizada. Ainda há refugiados que não têm para onde voltar, pois suas antigas propriedades foram tomadas. Essa não foi a primeira vez que as autoridades não reagiram prontamente à violência.
Em abril de 2007, há poucas centenas de metros da casa do primeiro-ministro de Rajasthan, um grupo de extremistas atacou Walter Massey, missionário cristão, diante de sua família e das câmeras de televisão. Antes de se dirigirem à casa do missionário, extremistas do grupo VHP telefonaram para um canal de televisão e pediram que sua ação fosse filmada. Uma audiência indiana chocada assistiu às notícias que mostravam o pastor Walter sangrando por causa das agressões e sendo molestado pelos extremistas enquanto sua família, aterrorizada, assistia a tudo. Inicialmente a polícia se recusou a registrar uma queixa, fazendo isso somente depois de ser pressionada pela Comunidade Cristã de Jaipur e outras organizações. A maioria dos agressores pode ser identifica por meio do vídeo, entretanto, na queixa que a polícia registrou, está declarado que o pastor Walter foi atacado por homens não-identificados.
Ocorrências constantes de violência religiosa explodiram no norte da Nigéria em 2008, e mais de 100 cristãos foram mortos ou feridos. A destruição de muitas igrejas e o seqüestro de muitos cristãos também continuou a acontecer durante o ano inteiro. O ápice da perseguição se deu em um triste incidente de violência pública ocorrido após as eleições de novembro feitas na cidade de Jos, na qual muitos cristãos e muçulmanos morreram e ficaram feridos.
A posição da Indonésia tem aumentado devido ao crescimento da pressão aos cristãos, devido à islamização e à crescente polarização. A piora da liberdade religiosa foi vista nos ataques às cidades, na morte de cristãos, no fechamento de igrejas e na transferência de estudantes.
Diferentemente de 2007, em fevereiro de 2008, um cristão foi assassinado em Bangladesh. Uma garota cristã foi seqüestrada e estuprada diversas vezes. No geral, a pressão sobre os convertidos aumentou no país, tanto para os ex-muçulmanos quanto para os ex-budistas. Essas são as principais razões para o aumento do índice de perseguição em Bangladesh.
Uma nova lei religiosa está atualmente aguardando revisão no Conselho Constitucional do Cazaquistão. Se for aprovada, ela irá permitir restrições na liberdade de pensamento, consciência e crenças. Os cristãos do país estão preocupados com as novas condições que essa lei menciona a respeito das atividades cristãs e dos lugares de encontro. Os oficiais locais já encorajam os cidadãos comuns a terem uma postura negativa diante dos cristãos, especificamente na fronteira com o Uzbequistão e com o Quirguistão. O governo também tentou fechar lugares de adoração.
Mudanças para Melhor
O número total de pontos diminuiu para os seguintes países:
Butão, China, Turcomenistão, Vietnã, Azerbaijão, Sudão (norte), Zanzibar, Cuba, Turquia e Colômbia, na maioria deles a pontuação diminuiu consideravelmente.
A perseguição no Butão ocorre principalmente pela família, pela comunidade, e pelos monges que exercem uma forte influência na sociedade. Casos de atrocidades (por exemplo, espancamentos) têm diminuído em número. O ano de 2008 foi marcado por grandes mudanças no país, entre outras, uma nova constituição foi aprovada e garante uma maior liberdade religiosa.
Em 2008, houve ainda muita pressão sobre os cristãos na China. O governo fechou igrejas não-registradas, prendendo e ferindo cristãos. Por outro lado, a situação melhorou. Não houve relatos de cristãos sendo seqüestrados ou mortos por causa de sua fé, o que aconteceu em 2007.
Teoricamente, os cristãos chineses têm direito à liberdade religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. Os cristãos não podem se reunir em templos não-registrados e tampouco evangelizar publicamente. Os cristãos não são os únicos a ser perseguidos. Em alguns casos, muçulmanos e budistas têm recebido o mesmo tratamento rigoroso dado aos cristãos e é comum que muitas seitas ou grupos religiosos de menor expressão sejam extintos. O objetivo principal do governo é manter a estabilidade e o poder. Esta é a principal motivação que está por trás do controle populacional, da reforma econômica e da política religiosa chinesa, que consiste em domínio e opressão.
O Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), também conhecido como Igreja dos Três Poderes, é a Igreja oficial, controlada pelo Partido Comunista. As igrejas não-registradas recebem ataques esporádicos do governo. A perseguição depende principalmente do grau de perigo que o governo enxerga em cada grupo religioso. A perseguição ao cristianismo abrange desde multas e confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos, interrogados, aprisionados e torturados. Além da perseguição governamental, as tentativas de evangelizar muçulmanos no extremo noroeste do território chinês têm enfrentado resistência e alguns ataques. As leis religiosas que entraram em vigor em 1º de março de 2005 aumentaram a pressão sobre grupos não-registrados, exigindo que se legalizassem ou se preparassem para sofrer as consequências. Além disso, em vez de facilitar o registro, novas emendas dificultaram o processo.
As Olimpíadas 2008 afetaram, de certo modo, o modo de o governo lidar com a Igreja. As medidas de segurança introduzidas nessa época foram tão bem-sucedidas que o governo pode decidir-se por continuar a utilizá-las por tempo indeterminado. Nesse período, a repressão a reuniões de igreja não-oficiais e aos seus líderes aumentou em muitas províncias, bem como o número de relatos de estrangeiros sendo detidos ou deportados.
O ano de 2008 foi marcado por detenções em massa de membros de igreja e processos contra pastores. Shi Weihan, comerciante cristão preso em maio, ainda aguarda seu julgamento. Enquanto isso, Weihan está preso. Dois cristãos da etnia uigur foram presos e estão sendo julgados sob falsa acusação de trair o país. O pastor Zhang Mingxuan foi preso diversas vezes por forças do Comitê de Segurança Pública em ocasiões antes e depois dos Jogos Olímpicos, a fim de impedi-lo de ter contato com a imprensa estrangeira. Sua família também foi oprimida: seu filho foi brutalmente agredido e, enquanto o pastor estava ausente de casa, sua esposa foi despejada.
Na província de Zhejiang, mais de 400 universitários cristãos foram detidos e interrogados em uma única operação policial. Nas províncias de Shandong e Henan, cem cristãos foram presos, sem acusações. Outro caso ainda em andamento é o do pastor Zhang Rongliang, da Igreja não-oficial. O veredicto foi dado no dia 29 de junho de 2005. Rongliang é um líder chave do "China para Cristo". Ele foi detido pela polícia de Henan, sem acusações, no dia 1º de dezembro de 2004. Apenas um mês depois ele foi acusado de "obter passaporte através de fraude" e de "travessia ilegal de fronteira". As autoridades chinesas sempre negam passaportes a líderes famosos de igrejas não-registradas.
Rongliang já foi detido cinco vezes e passou um total de 12 anos na prisão por suas atividades religiosas. Ele também foi o co-autor de uma "Confissão de Fé" da Igreja não-oficial, escrita em 1999, para pedir clemência a uma ampla opressão do governo a movimentos de "seitas". Depois de sua prisão, as autoridades confiscaram DVDs cristãos e outros materiais em sua casa que estariam ligados a cristãos estrangeiros. Ter contato com religiosos estrangeiros pode ser uma atividade ilegal na China. O Pastor Rongliang sofre de cinco doenças crônicas, incluindo pressão alta e diabetes, confirmadas em um diagnóstico oficial em 2005. Após ter sido transferido diversas vezes de várias prisões, por causa de suas enfermidades, ele está na prisão em Kaifeng.
Em 2006, ele sofreu um derrame e o supervisor da prisão, que gostava muito dele, o enviou imediatamente para o hospital para que fosse submetido a tratamento. Ele melhorou, mas ainda sente dormência nos dedos de uma das mãos e em um pé. Sua esposa pode visitá-lo duas vezes por mês. Ele tem pregado o evangelho na prisão e batizado novos convertidos, além de ministrar a Santa Ceia dentro da prisão. Criminosos perigosos estão entre seus companheiros. Um deles, que fora um assassino, foi completamente transformado depois de receber as boas-novas. O homem escreveu à mãe para dizer: "Mãe, quando eu morrer no pelotão de fuzilamento, irei à sua frente e a esperarei no céu. Você precisa aceitar a Jesus como seu Salvador, da mesma maneira que eu aceitei; então poderemos nos encontrar de novo".
Houve uma pequena melhora no Turcomenistão, comparando-se com os dados de 2007. Essa melhora resultou em poucos relatos de incidentes contra cristãos. Em 2008, o número de cristãos presos, sentenciados à cadeia, trabalhos forçados ou hospitais psiquiátricos diminuiu. A situação geral dos cristãos no país não mudou substancialmente.
Poucos cristãos foram perseguidos no Vietnã em 2008. Os cristãos também foram menos discriminados na escola e no trabalho. De modo geral, temos a impressão que os melhoramentos relatados em 2007 continuam a existir, mas não se expandiram.
A situação no Azerbaijão para os cristãos é mais ou menos a mesma quando comparada a 2007. Houve uma diminuição no número total de pontos porque ninguém foi sentenciado à prisão/ campo de trabalho forçado, e houve poucas prisões de cristãos. Entretanto, incursões contra reuniões continuaram a acontecer, assim como a discriminação no trabalho.
O nível de perseguição de cristãos no norte do Sudão diminuiu em 2008. Nosso cooperador local acredita que uma das razões para esse desenvolvimento é de natureza política. Além disso, não houve relatos de cristãos sendo assassinados ou seqüestrados por causa de sua fé. Nenhuma igreja foi atacada, entretanto, muçulmanos que demonstraram interesse em se converter ao cristianismo foram fortemente pressionados pela sociedade a desistir.
Em Zanzibar, até que houve um pouco de liberdade para a igreja, quando comparamos com 2007. Nós não recebemos notícias de cristãos que foram presos, seqüestrados ou feridos por causa de sua fé, nem de igrejas que foram atacadas. No geral, a igreja do país enfrenta muitas dificuldades em áreas específicas, por exemplo,o registro das igrejas, a compra de propriedades, educação e emprego.
Aparentemente, a pior parte da perseguição religiosa já é parte do passado em Cuba. Houveram poucos relatos de ataques e discriminação, mas ainda há maneiras sutis de “perseguição” como o controle social e a vigilância.
Não houve nenhuma grande mudança ou melhoramento estrutural na Turquia. A opinião pública é extremamente nacionalista. O país só perdeu alguns pontos em 2008 porque não houve mortes de cristãos ou prisões.
A perseguição na Colômbia não é fixa ou constante, ou seja, os incidentes de perseguição não ocorrem em um só lugar e com freqüência. Conforme os grupos de guerrilheiros se movem para diferentes áreas e tomam o controle delas, o grau de perseguição aos cristãos varia por causa da percepção dos guerrilheiros comandantes a respeito da influência da igreja. Nós registramos poucos relatos sobre a perseguição de cristãos da Colômbia em 2008. Como resultado, o país, que durante tanto tempo permaneceu na lista, saiu da
classificação.
As informações acima foram reproduzidas de forma integral ou parcial a partir do site Portas Abertas – www.portasabertas.org.br.