Um jovem perguntou certo dia a seu pai, um homem muito rico e bem sucedido, se ele acreditava em Deus.Este homem, colocando seu braço sobre o ombro de seu filho, levou-o até o terraço de sua casa e disse, olhando as estrelas do céu:

"Meu filho, não existe Deus nenhum. Todo o universo surgiu espontaneamente do nada. A natureza possui leis evolutivas e autoreguladoras que são inerentes à sua própria constituição.

"A religião, como a idéia de Deus, é um produto da mente, fruto de um condicionamento cultural ancestral, uma invenção humana para proporcionar consolo e sentido para a vida.

"Para ser feliz, basta apenas acreditar em você mesmo, em sua própria sabedoria,em sua própria força e inteligência.

"Basta eleger como valores supremos de sua vida a liberdade individual e os princípios da justiça humana.

"A maioria as pessoas cultas e bem sucedidas vive desta forma. O seu status social é a maior evidência de que o caminho que escolheram para suas vidas é o caminho certo.Veja o meu exemplo.

"Não é necessário crer em Deus para viver uma vida materialmente próspera, alcançar sucesso profissional, ser um bom cidadão, um bom pai ou uma boa mãe, um bom filho ou filha, um bom esposo ou esposa. Basta ser inteligente, confiar em seu próprio potencial, ser perseverante e ter um bom caráter.A força de vontade humana tem o poder de realizar os sonhos mais difíceis, vencer barreiras, superar limites e até mesmo de curar doenças e se libertar de vícios. Por que precisamos de Deus?"

No dia de sua morte, aquele homem sonhou, e em seu sonho viu um anjo, que lhe disse:

"Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?"

Muitas pessoas vivem como nas telenovelas e nas séries da TV,como se Deus simplesmente não existisse. Na verdade, é bem mais fácil viver assim, quando muito fiéis a uma moralidade humanista, distantes do caminho estreito apontado pelos valores cristãos, sem temor a um ente espiritual supremo,sem se preocupar com o que pode acontecer após a morte.

Para estes,é bem mais cômodo viver sem a culpa do pecado, sem assumir a consciência de que todos estamos, por causa do pecado, destituídos da glória de Deus e que por isso precisamos de sua graça salvadora, pois sabem que isto implica abrir mão de seu individualismo e dos desejos e sonhos mesquinhos de suas almas.

Muitas dessas pessoas até mesmo praticam algum tipo de atividade filantrópica e são solidários em relação aos seus semelhantes, ou seja, fazem o bem, entretanto o fazem segundo seus próprios critérios, e na medida em que isso lhes traz algum tipo de satisfação.Estas obras portanto glorificam o homem e não a Deus.

Crer em Deus não é uma escolha pessoal. A fé é um dom concedido por Deus àqueles que verdadeiramente o amam. Não escolhemos crer em Deus, mas Ele nos escolheu primeiro, por que sondou nossos corações e viu neles fidelidade, por isso nos chamou filhos.

Embora a graça de Deus esteja disponível a todos os homens, muitos são os que a ignoram e escolhem ao invés disso as graças do mundo.Muitos são os que amam o mundo e amam mais a si mesmos e a suas próprias vidas que a qualquer outra coisa.

Para estes, a vida se limita a este mundo e cessa quando descem à sepultura. Por amarem o mundo, crêm que devem viver assim da forma mais intensa possível, para que suas vidas tenha sentido.

Estes perecerão com o mundo, e jamais virão a crer, pois embora reconhecendo em seu íntimo a existência de Deus, escolheram  servir ao príncipe deste e mundo e e não a Deus.Por isso está escrito:

"Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto.Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." 2Coríntios 4:3-4

Os filhos do mundo criaram os seus próprios princípios de justiça, e por meio deles justificam a si próprios. Mas os filhos de Deus se submetem à justiça de Deus e por meio da fé e do arrependimento sincero por seus pecados, são justificados em Cristo Jesus.

Os filhos de Deus sabem, pela fé, que a vida não termina na sepultura, mas que ao contrário, começa ali a verdadeira vida. Por isso não têm nas riquezas, nos prazeres e na glória mundana o seu principal objetivo de vida, mas buscam primeiro o Reino dos Céus e a sua justiça.

Os filhos de Deus escolheram servir a Deus e isso significa que não confiam apenas em sua própria sabedoria e sua própria força, mas antes se submetem à perfeita e sábia vontade de Deus, por que se renderam perante o seu poder e o seu amor.

O cristão se dispõe a fazer o bem, não segundo sua própria vontade, mas segundo os propósitos que Deus estabeleceu para a sua vida, ou seja, segundo as obras que lhe foram confiadas por Deus. As suas obras são portanto boas e eficazes, porque estão conforme a boa e perfeita vontade de Deus e porque Deus o orienta e o capacita para realizá-las.

Servir a Deus ou ao inimigo de Deus é uma escolha inevitável, que todos os homens devem fazer em algum momento de suas vidas, seja de forma consciente ou inconsciente. Bob Dylan, durante o período em que flertou com o cristianismo, escreveu uma canção chamada Gotta Serve Somebody (É Preciso Servir a Alguém), cujo refrão dizia:

"Mas você vai ter que servir alguém, sim senhor
Você vai ter que servir alguém,
Bem, pode ser o diabo ou pode ser o Senhor
Mas você vai ter que servir alguém."

Os filhos de Deus procuram apresentar-se a Deus, como fiéis guerreiros, servos irrepreensíveis, tendo o coração puro e sincero como crianças, para que no dia de deixarem este mundo ouçam o seu Senhor lhes dizer:

"Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor." Mateus 25:21